Greve de Motoristas no Rio 2013 continuará por tempo indeterminado

Uma greve de 24 horas de motoristas e cobradores de ônibus na cidade do Rio de Janeiro prejudicou cerca de três mil passageiros por hora desde a manhã de ontem, quando a cidade comemorava 448 anos de fundação. A paralisação atingiu, segundo a Federação de Empresas de Transporte de Passageiros do Rio (Fetranspor), principalmente a Zona Oeste carioca. As zonas Norte e Sul também apresentaram problemas.

Uma motorista ficou ferida quando um coletivo foi apedrejado por manifestantes na saída da garagem de uma das empresas. De acordo com a gerente da Fetranspor, Suzy Balloussier, 60 veículos das viações Jabour e Pégaso foram depredados na Zona Oeste. O apedrejamento, durante a madrugada, foi por rodoviários que faziam piquete na porta de autoviárias.

Condutores que tentaram sair com os coletivos das garagens foram agredidos. A Polícia Militar reforçou o policiamento nas portas das garagens para evitar tumultos e vandalismos. As empresas Tijuquinha e Redentor colocaram em circulação mais de 50% da frota. Passageiros lotaram os pontos de ônibus da cidade.

Os rodoviários dizem que a paralisação de um dia foi organizada porque a categoria rejeita a proposta de reajuste salarial oferecida pela Rio Ônibus, sindicato das empresas de transportes coletivos cariocas. A Rio Ônibus pediu ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) que julgasse a legalidade da paralisação, o que classificou de abusiva por não respeitar no início do movimento o percentual mínimo de 30% dos ônibus circulando. A Prefeitura afirmou que a cidade tem 40 mil rodoviários e 8.800 ônibus que transportam mais de 3,2 milhões de pessoas por dia.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores da Cidade do Rio de Janeiro (Sintraturb-Rio), José Carlos Sacramento de Santana, a greve teve a adesão de 90% da categoria no início da manhã. Foi preciso pedir que os motoristas fossem trabalhar para que o número de ônibus circulando alcançasse 30% da frota. Ele explicou que os motoristas reivindicam piso salarial de R$ 2 mil e 15% de aumento salarial, além de direito a plano de saúde, vale-refeição e aumento da cesta básica. (das agências de notícias) para saber quando a greve de ônibus no Rio de janeiro acaba, siga-nos no Twitter: @resumodicas

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