FOTOS DO NOVO "PAPA FRANCISCO"

Jorge Mario Bergoglio, 76 anos, é o novo líder da igreja católica. O argentino, arcebispo de Buenos Aires, vai usar o nome Francisco durante seu papado.

“Vocês sabem que a tarefa de um conclave é dar um bispo a Roma. Parece que meus irmãos cardeais foram buscá-lo nos confins da terra. Obrigado pelas boas-vindas”, disse o novo pontífice à multidão reunida na Praça São Pedro.

Ele foi o escolhido de 115 cardeais, na noite desta quarta-feira, 13, durante o conclave iniciado na terça-feira, 12.

O novo papa, Francisco I (Jorge Mario Bergoglio), acena para a multidão de fieis, na sacada do Vaticano
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Para ser eleito, o novo papa tem que conquistar o voto de ao menos 2/3 dos religiosos que participam do conclave. Francisco é o 266º líder da igreja católica.

O papa Francisco pretende começar a trabalhar de imediato. Celebrará sua primeira missa como papa na Capela Sistina amanhã e será oficializado no cargo na próxima terça, de acordo com o porta-voz do Vaticano Federico Lombardi. O Vaticano informou que o nome oficial do novo pontífice é Francisco, sem o número romano. “Será Francisco I depois que tenhamos um Francisco II”, disse Lombardi, entre risadas.

Filho de italianos e formado em Farmácia, Bergoglio é o primeiro papa sul-americano, primeiro jesuíta e o primeiro a usar o nome Francisco. Torce para o time de futebol San Lorenzo de Almagro e tem um pulmão só, pois um dos órgãos foi extirpado devido a uma infecção sofrida na adolescência.

Nas casas de apostas o argentino não aparecia entre os cinco mais cotados. A lista era liderada pelo italiano Angelo Scola, seguido do brasileiro Dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo. Scola e Scherer foram o primeiro e o segundo mais votados, respectivamente, na primeira eleição do conclave, na terça, segundo o jornal italiano La Repubblica.

O WikiLeaks já deu informações sobre o cardeal argentino. Um informe do subchefe da embaixada americana em Buenos Aires sobre Jorge Bergoglio foi colocado na internet junto com outras 250 mil mensagens confidenciais do Departamento de Estado. “Os observadores elogiaram sua humildade: reluta a aceitar honras ou altas hierarquias e viaja a trabalho em um ônibus”, disse Brent Hardt em nota antes do conclave de 2005 que elegeu o papa Bento XVI. Aparentemente, Bergoglio foi o segundo cardeal mais votado naquela ocasião. No entanto, Bergoglio foi acusado de supostamente ter colaborado com a ditadura argentina. No livro “Silêncio”, o jornalista Horacio Verbitsky diz que o religioso teria tido papel na prisão de dois padres de sua ordem, por subversão.

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