Benefícios do Omega 3 para o Coração

Os ácidos graxos ômega 3, como o ácido alfa-linolênico, ácido eicosapentaenoico e o ácido docosahexanoico, são ácidos carboxílicos poliinsaturados, em que a dupla ligação está no terceiro carbono a partir da extremidade oposta à carboxila. Muitos deles (e outros ômega 6) são chamados de “essenciais” porque não podem ser sintetizados pelo corpo e devem ser consumidos sob a forma de gorduras 1 . Porém nem todos os ômega 3” são iguais. O “bom” ômega 3 é o de cadeia longa (ácidos graxos de cadeia longa), e o menos adequado, com poucos benefícios para a saúde, são os ácidos graxos de cadeia curta.
2 A ingestão do ômega 3 auxilia na diminuição dos níveis de triglicerídeos e colesterol ruim LDL, enquanto pode favorecer o aumento do colestrol bom HDL 1 . Possui ainda importante papel em alergias e processos inflamatórios, pois são necessários para a formação das prostaglandinas inflamatórias, tromboxanos e leucotrienos.

omega3

Podemos encontrar o “bom” ômega 3 (de cadeia longa) nos peixes de águas profundas salmão (somente o selvagem; de cativeiro não), atum, bacalhau, albacora, cação. Os ômega 3 (de cadeia curta) menos adequados, com poucos benefícios para a saúde, são encontrados em óleos extraídos de soja, de girassol, de milho. Este minúsculo ômega 3 também está presente em alguns vegetais “verdes” como o brócoli, rúcula, couve, espinafre.2
A linhaça é a melhor fonte de Omega3, ainda mais que o salmão. Comparativamente temos em 100 mL de: óleo de linhaça = 53,3 gramas de ômega-3; óleo de canola e soja = 6,3 e 6,8 mg; óleo de salmão = 16 gramas de Ômega-33 .

OS MITOS E VERDADES SOBRE ÓLEOS VEGETAIS

Um dia podemos querer fazer uma fritura, ou quem sabe, fazer um cozido que precisaria da adição de gordura.
Estamos acostumados a ouvir tão incessantemente sobre alimentos saudáveis, que nossa tendência é usar algum tipo de óleo vegetal para tal procedimento.
Quem porém nos orientou a usar óleos para frituras ou cozimentos deve conhecer pouco de bioquímica básica. (Bem, ninguém é obrigado a saber tudo…)
Os óleos vegetais se oxidam com extrema facilidade sob calor, e geram em temperaturas elevadas as danosas gorduras tipo “trans”, que nos oferecem, a partir daí, generosas e pérfidas quantias de radicais livres. (Alguns óleos se oxidam na própria extração, já que muitos óleos são obtidos “a quente”, ou seja, sofrem altas temperaturas quando são obtidos das plantas que lhe dão origem).

Todos os óleos vegetais fritos – TODOS – estão sujeitos a um processo de conversão sob altas temperaturas gerando, entre outras substâncias, uma particularmente nociva, surpreendentemente tóxica: o HNE. Trata-se de um sub produto de ácido graxo, ou mais exatamente o 4-hidroxi-trans-2-nonenal, uma toxina. É uma substância obtida de alimentos ricos em ácido linolêico. Exemplos: soja, canola, girassol e milho.

Entre os males aos quais tal toxina está certamente relacionada contam: doenças cardiovasculares, derrame, doença de Alzheimer, e câncer. Isso se deve a sua alta reatividade com moléculas protéicas do DNA e RNA, dessa forma alterando de forma substancial o funcionamento celular básico.
Os óleos poliinsaturados oferecem uma quantidade absurdamente alta dos ácidos graxos do tipo ômega-6, elevando de modo absolutamente anti-natural a relação entre a ingestão de ômega-3 e ômega-6, para cujo consumo o corpo humano foi projetado para receber pequenas quantias. Em cidades com elevada utilização de alimentos processados, é comum uma assimilação de ômega-6 vinte vezes maior que a saudável.

O óleo de oliva tipo extra virgem é um fornecedor do essencial ácido graxo tipo ômega-3, mas, apesar de ser mais estável sob calor, deveria ser usado somente como condimento alimentar, na forma natural.
Alguns médicos especialistas em alimentos afirmam que os óleos vegetais são os mais perigosos alimentos criados pela indústria alimentar. Na realidade, os óleos vegetais para frituras se tornaram populares na metade do século XX, já que antes disso, desde os mais remotos tempos da humanidade, quase todas as gorduras eram de origem animal – seja para fritura (banha), seja para alimentos (manteiga, nata, etc). A criminalizacão da gordura saturada na insana e pífia relação com doença do coração e a demonização do colesterol geraram um mito que favoreceu de modo espetacular a intromissão da indústria na transformação de alimentos. Principalmente no fornecimento de aditivos alimentares insólitos, como os óleos vegetais.

Estranhamente, pessoas identificadas como naturalistas têm sido grandes apoiadores desses produtos, absolutamente impossíveis de serem obtidos, digamos, em meio ambiente natural. Restaurantes naturalistas que fritam alimentos nesses produtos deveriam ter a sensatez de retirar esse esdrúxulo adjetivo de suas fachadas se fossem mais honestos, e mais preocupados em oferecer aos seus usuários uma alimentação verdadeiramente voltada para a saúde.

Quem quer ter saúde não deve hesitar em consumir gorduras saturadas para a feitura de sorvete, pães, e frituras em geral. Por incrível que possa parecer, a alimentação tradicional, nesse caso, é a mais natural, uma vez que aproveita insumos em que nenhuma energia artificial precisa ser aplicada para sua produção. E o que o homem pode produzir com seu próprio esforço não traz doença. Isto é natural… O resto é fantasia modernista, própria de um tempo em que é mais fácil tomar remédios para tratar doenças do que fazer real prevenção. Óleos e gordura vegetais fornecem os alimentos mais perigosos para quem quer ter saúde

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